segunda-feira, 27 de junho de 2016

Calibração de vidrarias volumétricas de laboratório


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Para todos os tipos de experimentos realizados em laboratório, são necessários cuidados com a pureza dos reagentes e soluções, com a limpeza do material e com a calibração dos aparelhos e vidrarias volumétricas. Essas precauções são imprescindíveis para a confiabilidade dos resultados.

A calibração é um procedimento que garante um resultado analítico confiável. É uma técnica que pode ser feita no próprio laboratório utilizando calibradores, ou por um laboratório especializado, que aplica o processo de comparação com padrões , seja nas vidrarias, balanças ou termômetros.

No caso da vidraria, a situação é mais complexa. Estes materiais recebem de seus fabricantes certificados de lote, mas estes documentos não substituem o certificado de calibração, uma vez que são feitos por meio de um controle de qualidade amostral, com uma estimativa estatística e não pontual.

A calibração de vidraria também é feita por métodos diferentes dos demais aparelhos de bioquímica. Os procedimentos adotados pelos laboratórios da Rede Brasileira de Calibração (RBC) são padronizados junto ao Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia — Inmetro, o que torna seus processos similares e comparáveis.

A falta de calibração ou uma calibração falha podem causar erros sistemáticos, caracterizados pela repetibilidade da falha em análises realizadas sob condições semelhantes. Por isso, há a necessidade de buscar laboratórios credenciados e que adotem métodos eficazes e padrões de referência atestados pelas convenções nacionais e internacionais de medida.

Todas as informações foram retiradas do site Prolab

Limpeza de vidrarias e materiais de laboratório


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São chamados de “vidraria” todos os instrumentos fabricados em vidros e que são utilizados para medições e experiências dentro de um laboratório, tais como buretas, almofarizes, cálices e condensadores, cubas para coloração, frascos e pipetas.  Por se tratarem de instrumentos aplicados em análises que exigem precisão e clareza, sua higienização é fundamental para que os resultados estejam corretos.

Em geral, as vidrarias são utilizadas para a medição de variados tipos de substâncias líquidas, dia após dia, e que podem influenciar diretamente nos resultados quando não existe uma limpeza correta dos materiais de laboratório.

O primeiro passo para realizar uma limpeza correta de vidrarias e materiais de laboratório é saber quais os tipos de substâncias foram utilizadas nos instrumentos. Isso porque existem métodos, produtos e tipos de limpezas específicos para soluções químicas comuns ou orgânicas. Confira as diferenças e detalhes de cada técnica:

Soluções químicas comuns

  • Para limpeza de soluções solúveis, como cloreto de sódio ou sacarose, é preciso limpar de três a quatro vezes com água deionizada. Em seguida, é necessário deixar o vidro secando antes de guardá-lo;
  • Ao limpar vidrarias que acabaram de ser utilizadas com soluções insolúveis, como hexano ou clorofórmio, deve-se lavar com água deionizada e também deixar descansar na sequência. Repita o processo de três a quatro vezes e, se necessário, utilize solventes;
  • Em vidrarias utilizadas para análises de HCI concentrado e outros ácidos fortes, a indicação é realizar a limpeza (de três a quatro vezes) sob um exaustor, lavando a vidraria em água corrente abundante;
  • Bases fortes também exigem a limpeza sob exaustor e em uma fonte abundante de água corrente, como uma torneira. A vidraria, neste caso, também precisa secar naturalmente;
  • Já no caso de bases e ácidos fracos, é preciso utilizar água deionizada e repetir a limpeza de três a quatro vezes antes de colocar o vidro para secar.

Vidrarias especiais

  • Quando utilizadas em química orgânica: deve-se lavar a vidraria com o solvente adequado e indicado pelo fabricante. Além disso, faça todo o processo com água deionizada (para solúveis em água) e etanol (solúveis em etanol). Caso precise esfregar a vidraria, utilize uma escova própria para vidro, com água quente e sabão, enxaguando abundantemente em água corrente;
  • Para limpar buretas de laboratório, é preciso utilizar sabão e água quente, enxaguando a vidraria em água corrente e repetindo o processo de três a quatro vezes. Lembre-se: uma bureta precisa estar sempre 100% limpa;
  • Balões volumétricos e pipetas laboratoriais: dependendo do produto químico utilizado, é preciso deixar tais vidrarias em molho de um dia para o outro em água morna com sabão. Após este período também é recomendável esfregar com escova adequada e enxaguar com água corrente.

Dicas para limpeza correta  de vidrarias no laboratório

É fundamentar evitar secar as vidrarias de laboratório com pano, toalha ou secador de ar. Isto é necessário devido a impurezas e pequenas fibras que podem grudar na vidraria e influenciar diretamente uma futura medição. Outra sugestão diz respeito à necessidade de utilizar uma vidraria que ainda está secando naturalmente: lave ela de duas a três vezes com acetona.

Todas as informações foram retiradas do site Prolab.

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