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domingo, 10 de julho de 2016

Urina tipo 1

O exame de urina do tipo 1 é utilizado como forma complementar de diagnóstico e fornece informações importantes sobre algumas enfermidades e sobre a condição renal. Como via de excreção, a urina "traduz" o estado fisiológico do organismo, baseando-se nas suas características de quantidade, aspecto físico, presença ou não de elementos anormais e sua composição bioquímica.

Para a obtenção da amostra, preferencialmente no laboratório, deve-se coletar a primeira urina da manhã ou qualquer outra micção com intervalo mínimo de 2 horas sem urinar. Geralmente, a coleta é realizada no coletor universal, podendo variar se o paciente não tiver micção espontânea.

Aspectos físicos da urina

Amostra de urina.

Odor

A urina normal tem um odor característico devido à presença de uréia. Quando o odor é muito forte, deve-se suspeitar de alguma alteração, como uma urina muito concentrada ou uma provável infecção.


Cor

A cor normal da urina varia de claro (diluída) para amarelo escuro (concentrada).

Escala de cores da urina: de límpida à escura.

● Urina vermelha

Se a análise for positiva para sangue, indica que há presença de heme.

- A presença de eritrócitos no sedimento urinário indica hematúria.
- A ausência de eritrócitos no sedimento urinário pode indicar hemoglobinúria, mioglobinúria (rabdomiólise), lise de eritrócitos e urina alcalina (suspeitar se a densidade <1010 e/ou pH>8).

Se a análise for negativa para sangue, pode indicar porfíria ou a ingestão de alimentos que alteram a coloração da urina.


● Outras cores

◦ Laranja - rifampicina, fenazopiridina, caroteno.
◦ Amarela - bilirrubina
◦ Branca - piúria, quilúria, cristais de fosfato.
◦ Verde - azul de metileno, amitriptilina, propofol, aspargos, infecção por Pseudomonas spp.
◦ Preta - ocronose (alcaptonúria), melanoma.


Análise bioquímica (automatizada ou fita reativa)
Presença de sangue

A hematúria microscópica ocorre quando não há alteração visual na urina.
Pigmentos heme podem tornar o resultado positivo na ausência de hematúria.
O ácido ascórbico pode mascarar um resultado positivo de hematúria.


pH

O pH urinário normal varia de 5 a 7.


● pH inferiores a 5
- Dietas ricas em proteína.
- Acidose metabólica.


● pH superiores a 7
- Alcalose metabólica.
- Acidose tubular renal (distal).
- Infecção urinária (formação de amônia por ureases bacterianas).
- Urinas expostas ao ar por muito tempo, devido à perda de gás carbônico para o ambiente.


Densidade

É a análise do "peso" da urina em relação à água destilada pura, cuja densidade é 1000. Quanto mais próximo desse valor (1005, por exemplo), a urina estará mais diluída. Quanto mais distante desse valor (1035, por exemplo), mais concentrada.

- Em um paciente com oligúria, uma densidade >1020 sugere capacidade normal de concentrar a urina e insuficiência pré-renal (diminuição do fluxo sanguíneo renal), enquanto valores aproximados a 1010 sugerem perda da função tubular (necrose tubular aguda/lesão renal aguda).

- Em um paciente com hiponatremia, uma relativa alta densidade (>1010) sugere que o hormônio antidiurético (ADH) está sendo secretado. Já densidades <1010 podem indicar Diabetes insipidus.


Proteínas

As fitas reativas identificam primariamente a albumina. Urinas normais geralmente não possuem proteínas, mas algumas amostras muito concentradas podem indicar traços positivos em indivíduos saudáveis. Quanto o resultado é positivo, indica proteinúria e deve-se realizar a quantificação das proteínas. Os valores podem ser liberados em cruzes ou em números exatos.

● Inferior a 10 mg/dL - ausência de proteínas 
● 10 e 30 mg/dL - traços de proteínas
● 30 mg/dl - 1+
● 40 a 100 mg/dL - 2+
● 150 a 350 mg/dL - 3+
● Superior a 500 mg/dL - 4+


Glicose 

A urina normal não contém glicose, devido à reabsorção da glicose filtrada pelo túbulo proximal.

● Glicosúria com elevada taxa de glicose no sangue pode indicar Diabetes mellitus.

● Glicosúria com glicemia normal - glicosúria renal. 
• Isolada 
• Associada a outras disfunções tubulares proximais (fosfatúria, aminoacidúria, bicarbonatúria, síndrome de Fanconi). Deve-se excluir o mieloma múltiplo.


Cetona

Normalmente, não há corpos cetônicos na urina.

◦ Cetonúria sem cetoacidose - jejum, dieta com poucos carboidratos, ingestão de álcool.◦ Cetonúria com cetoacidose - cetoacidose diabética ou alcoólica. Em alguns pacientes com cetoacidose, a fita pode ser negativa devido à redução de acetoacetato a ß-hidroxibutirato.


Bilirrubina

Normalmente, não há bilirrubina na urina. Se estiver presente, pode sugerir doença hepatobiliar (falha na conjugação e/ou excreção de bilirrubina no intestino) ou hemólise (aumento da produção de bilirrubina do heme).


Urobilinogênio 

A bilirrubina é excretada da bile para o intestino, onde é metabolizado por micro-organismos em urobilinogênio. O urobilinogênio então é absorvido e parcialmente excretado na urina. Na presença da doença hepática, quantidades de urobilinogênio podem acumular no plasma e aparecerem na urina. A presença de bilirrubina sem urobilinogênio na urina sugere obstrução biliar.


Esterase leucocitária

É uma enzima proveniente de células brancas do sangue (leucócitos) e indica piúria com infecção do trato urinário (ITU) ou leucocitúria estéril.


Nitrito

As enterobactérias convertem nitrato urinário em nitrito, portanto um teste positivo sugere ITU. Porém, como nem todos os micro-organismos produzem nitrito, as ITU podem estar presentes com um resultado de nitrito negativo.


Análise microscópica


Eritrócitos

Sugere hematúria quando os valores são superiores a 5 eritrócitos por campo ou 10.000 células/mL.

Imagem: Manual of Nephrology.


Leucócitos

Sugere infecção ou piúria estéril. Na piúria estéril, deve-se excluir a nefrite intersticial. Outras causas incluem infecções não bacterianas, prostatite, nefrolitíase e glomerulonefrite. A eosinofilúria sugere nefrite intersticial.

Imagem: Studyblue.

Células epiteliais escamosas

A presença dessas células representa uma possível contaminação da amostra.

Imagem: University of Georgia Athens.

Bactérias
Indica uma possível infecção.

Imagem: Cornell University.

Leveduras

Podem indicar infecção ou contaminação. A presença de pseudomicélios sugere infecção. Os fatores de risco incluem cateteres, uso recente de antibióticos, imunossupressão e diabetes.

Imagem: University of Delaware.


Cristais

Os produtos residuais dissolvidos na urina podem se solidificar quando a concentração dessas substâncias aumenta ou quando o nível de pH é crescente em ácido ou base. Conhecidos como cristais, esses solutos são considerados normais na urina. Cristais na urina que não são de solutos habituais são considerados como cristais anormais e indicam alterações no processo metabólico. 

● Oxalato de cálcio: podem ser visualizados na urina normal, mas em grandes quantidades podem indicar pedras nos rins.

Imagem: Flickriver.

● Fosfato de cálcio: amorfo, forma-se em urinas alcalinas. Em grandes quantidades sugerem pedras no rins.

Imagem: Enjoypath.
● Ácido úrico: pleomórfico, forma-se em urinas ácidas. De coloração amarelo acastanhada, pode indicar pedras nos rins ou nefropatia quando em grandes quantidades.

Imagem: University of Nebraska Medical Center.

● Cistina: indica cistinúria.

Imagem: Bodieswelive.
● Fosfato de magnésio e amônio: indica a presença de cálculos renais.

Imagem: Kay Phillips.


Cilindros urinários


A formação dos cilindros ocorre no túbulo contorcido distal e no ducto coletor do rim, e requer a interação do pH, concentração, proteínas e outros elementos urinários.

● Cilindros hialinos são compostos principalmente por uma mucoproteína secretada pelas células do túbulo. Eles são formados em urinas concentradas e podem ser vistos em pequenas quantidades nos pacientes saudáveis. Grandes quantidades sugerem baixo fluxo urinário (estado pré-renal ou pós-renal). 

● Cilindros leucocitários indicam pielonefrite aguda ou inflamação nos rins (normalmente túbulo-intersticial).

● Cilindros granulares são inespecíficos, mas indicam doença renal. A lesão renal aguda (necrose tubular aguda) é caracterizada por cilindros granulares pigmentados.

● Cilindros de células epiteliais são vistos na doença renal aguda e crônica.

● Cilindros céreos são vistos na doença renal crônica.

● Cilindros de gordura podem ser visto na síndrome nefrótica. Sob luz polarizada, têm forma característica das "cruzes de Malta".

Cilindros urinários: A - Hialino; B - Hialino com gordura; C - Hialino/Granular; D - Celular; E - Celular/Granular; F - Granular; G - Celular fino; H - Celular/Céreo; I - Céreo (Imagem: meddic.jp).

Fonte: Hypertension, Dialysis and Clinical Nephrology (American Society of
Nephrology - ASN).

quarta-feira, 29 de junho de 2016

As partes do microscópio e suas funções

Utilizado para visualizar minúsculas estruturas, o microscópio é um equipamento essencial para qualquer laboratório. Isso porque o dispositivo permite a visualização de células, auxiliando no desenvolvimento da citologia e compreensão do funcionamento do corpo humano.
Resultado de imagem para microscopio 

O tipo de microscópio mais utilizado atualmente é o óptico , que funciona com um conjunto de lentes que ampliam a imagem a imagem transpassada por um feixe de luz. Conheça as partes principais desse mecanismo:

Sistema de oculares: contêm duas lentes oculares, que ampliam a imagem formada pelas objetivas, ajustando possíveis deficiências ópticas. Sua capacidade de aumento gira em torno de 10x a 15x.

Lentes objetivas: conjunto de lentes que se sobrepõem, ampliando a imagem do objeto observado. Geralmente, um microscópio tem três ou quatro lentes objetivas, proporcionando poderes de aumento que variam de 4x, 10x, 40x e 100x.

Revólver: utensílio giratório que acopla as lentes objetivas, modificando o aumento de acordo com o giro.


Platina: plataforma plana que tem como função suportar o material ou lâmina que está em observação. Possui uma passagem de vidro por onde os raios de luz atravessam.

Diafragma: controla tamanho e intensidade do cone de luz que é projetado sobre o objeto.

Condensador: controla o foco e posicionamento da luz sobre a amostra analisada.

Botão macrométrico: permite a movimentação da platina para cima e para baixo, favorecendo o melhor ajuste de foco.

Todas as informações foram retiradas do site Prolab


quinta-feira, 2 de maio de 2013

Significado do Sumário de Urina


O que significa o resultado do exame?

A urinálise é um excelente exame de triagem porque é de execução relativamente simples e fornece indicações de muitos distúrbios possíveis. Por outro lado, resultados normais não excluem doenças. As anormalidades na urina podem não ocorrer no início da doença, ou aparecer esporadicamente, não sendo percebidas em uma amostra específica de urina. 

  • Exame visual 

Avalia a cor e a transparência da urina. 

A urina normal tem tonalidades variadas de amarelo. Cores incomuns podem ser causadas por doenças, medicamentos e alimentos. Por exemplo, beterraba pode torná-la avermelhada, que precisa ser distinguida da cor que é resultado da presença de sangue, que é sempre anormal. 

A urina em geral é transparente, mas pode ficar turva pela presença de cristais, muco ou esperma, que geralmente não indicam doença, ou por contaminantes, como loções ou talcos. Por outro lado, a turvação da urina por leucócitos, hemácias ou bactérias sempre exige investigação.

  • Exame químico 

A maioria dos laboratórios usa tiras reagentes para o exame químico da urina. São feitas de plástico com pequenos pedaços de papel embebidos em reagentes químicos que mudam de cor quando imersos na urina. Essa alteração é comparada com uma escala de cor fornecida para cada área de reação. Para evitar erros de tempo e de avaliação da cor, com frequência são usados aparelhos automáticos de leitura de tiras. A intensidade da cor final fornece uma medida aproximada da quantidade de substância presente na urina. Por exemplo, uma pequena alteração na área de proteína indica uma pequena quantidade de proteína na urina, e uma cor intensa indica uma grande quantidade. 

Os testes químicos usados com frequência em tiras reagentes são: 

Densidade 

A densidade expressa a quantidade total de substâncias dissolvidas na urina, em comparação com a água pura, que não tem substâncias diluídas e tem uma densidade igual a 1,000 g/cm3 a 25 ºC.. 

Não existem valores anormais da densidade da urina. Os comuns variam de 1010 a 1020, mas podem ser observados valores até 1003 e 1030, dependendo do grau de hidratação da pessoa. Densidades baixas indicam hidratação excessiva, e altas indicam desidratação. 

pH 

O pH mede o grau de acidez ou de alcalinidade de uma solução. O pH da urina depende da quantidade de ácidos e bases na alimentação e do estado do equilíbrio ácido-base do corpo. Não há valores anormais de pH urinário. Em geral ela é um pouco ácida (pH de 5,0 a 6,0), mas, dependendo principalmente da alimentação, os valores podem variar bastante (de 4,5 a 8,0). 

Algumas substâncias dissolvidas na urina se precipitam formando cristais quando ela está ácida. Outras se precipitam quando a urina está alcalina. Se a formação de cristais for intensa, podem surgir cálculos que causam obstrução do fluxo de urina. A formação desses cálculos é reduzida com dietas ou medicamentos que modificam o pH da urina, de acordo com o tipo de cristal formado. 

Proteínas 

As tiras reagentes avaliam a quantidade de albumina na urina. Normalmente, essa quantidade não pode ser detectada por esse método. Quando a tira reagente fornece um resultado positivo (expresso em cruzes, de um a quatro), há excesso de albumina, que pode ser um sinal precoce de doença renal ou de outros distúrbios que precisam ser esclarecidos com outros exames. 

É usado outro método para fazer uma avaliação quantitativa das proteínas na urina, incluindo todas as proteínas presentes. 

Glicose 

Normalmente, não há glicose na urina. Os rins não a excretam glicose, a não ser que a quantidade no sangue ultrapasse um valor determinado (limiar de excreção da glicose). A presença de glicose na urina, chamada glicosúria, ocorre quando ela existe em excesso no sangue, como no diabetes melito, ou quando há diminuição do limiar de excreção. São necessários outros exames para determinar a causa de glicosúria. 

Cetonas 

Cetonas não são encontradas normalmente na urina. São produtos do metabolismo de gorduras e podem aparecer quando a pessoa não ingere quantidades adequadas de carboidratos, por falta de alimentos ou em dietas, ou quando os carboidratos não são usados adequadamente pelo corpo, como no diabetes melito. A excreção de cetonas na urina é chamada cetonúria. 

Hemoglobina (hemácias) 

Esse exame é usado para detectar hemoglobina (hemoglobinúria) ou hemácias na urina (hematúria). Normalmente, pode ser encontrado um pequeno número de hemácias na urina, e o exame com a tira reagente é negativo. Hematúria ocorre por irritação ou traumatismo do trato urinário. Hemoglobinúria ocorre quando há destruição de hemácias na urina ou destruição de hemácias no sangue (hemólise intravascular). A reação é positiva também quando há excreção de mioglobina na urina (mioglobinúria), o que pode ocorrer quando há destruição de tecido muscular. 

Esterase leucocitária 

A esterase é uma enzima presente em leucócitos. Um número aumentado de leucócitos na urina indica inflamação das vias urinárias, em geral resultado de infecção bacteriana. 

Nitrito 

Muitas das bactérias que causam infecções urinárias produzem nitrito. Um exame positivo sugere infecção urinária. Entretanto, nem todas as bactérias que produzem infecções urinárias produzem nitrito, e um teste negativo não exclui infecção urinária. 

Bilirrubina 

A presença de bilirrubina na urina indica doença hepática ou obstrução das vias biliares. Esse exame pode ser positivo antes que seja observada icterícia na pessoa. 

Urobilinogênio 

O urobilinogênio está presente na urina em pequenas quantidades. Um aumento ocorre em doenças hepáticas ou quando há destruição de hemácias (anemia hemolítica). 

Algumas tiras também têm uma área para o ácido ascórbico (vitamina C). 


  • Exame microscópico 
Um volume de urina (cerca de 10 mL) é centrifugado e o sedimento obtido é examinado ao microscópio. A quantidade dos elementos observados é expressa como um número por campo microscópico ou com termos como raros, numerosos etc. 

Hemácias 

Na urina normal pode ser encontrado um pequeno número de hemácias. Aumenta quando há inflamação ou lesão dos rins ou das vias urinárias. A coleta inadequada pode contaminar a urina com sangue menstrual ou das hemorroidas. 

Leucócitos 

É normal achar um pequeno número de leucócitos no sedimento urinário. Números aumentados indicam inflamação das vias urinárias, em geral provocada por infecção. 

Células epiteliais 

Algumas células epiteliais da uretra e da bexiga são encontradas normalmente na urina. São menos comuns células renais. Quando há inflamação ou infecção das vias urinárias, o número de células aumenta, e a altura da lesão pode ser determinada pelo tipo de célula predominante. 

Bactérias e leveduras 

Em pessoas saudáveis, a urina é estéril; não são observados micro-organismos no sedimento urinário. Bactérias da pele circundante podem penetrar na uretra e causar uma infecção urinária, que, se não for tratada, pode se expandir até os rins, provocando uma pielonefrite. Deve ser feita cultura de urina sempre que houver suspeita de infecção. 

Leveduras também podem ser encontradas na urina, especialmente em mulheres com infecção vaginal por fungos. As infecções urinárias por leveduras devem ser tratadas. 

Tricômonas 

Tricômonas são parasitas encontrados na urina, especialmente de mulheres. Como as leveduras, em geral a infecção principal é vaginal (Trichomonas vaginalis), que precisa ser investigada e tratada. 

Cilindros 

Cilindros são partículas de proteína coagulada que se formam nos túbulos renais, onde adotam sua forma característica. Um pequeno número de cilindros hialinos é normal. Números maiores sugerem doenças renais. 

Quando há um distúrbio renal, leucócitos ou hemácias podem ser incluídos na proteína que forma o cilindro, e este passa a se chamar cilindro leucocitário ou cilindro hemático. Diferentes tipos de cilindros estão associados a doenças renais diferentes. O tipo encontrado sugere um diagnóstico específico. Por exemplo, cilindros leucocitários indicam pielonefrite, e cilindros hemáticos indicam glomerulonefrite. 

Outros tipos de cilindros incluem cilindros hialinos, granulosos, cilindros gordurosos e cilindros céreos. 


Cristais 

A urina contém muitas substâncias dissolvidas. Dependendo da concentração da substância, do pH e da temperatura da urina, podem se formar cristais que são observados no exame microscópico. Os cristais podem ser partículas sem forma definida (amorfos) ou com formas geométricas que permitem sua identificação. Alguns cristais comuns na urina normal são: 

uratos amorfos 

cristais de ácido úrico 

oxalato de cálcio 

fosfatos amorfos 

carbonato de cálcio 

Outros cristais são considerados anormais porque são formados por substâncias que não costumam estar presentes na urina normal, e indicam processos metabólicos alterados, como cristais de: 

cistina 

tirosina 

leucina 

Quando existem cristais nos rins, eles se agrupam e formam cálculos, que obstruem os cálices renais ou os ureteres e provocam dor intensa. 

Medicamentos, como sulfas e contrastes radiológicos também podem se cristalizar na urina, sendo identificados na microscopia. 

Há mais alguma coisa que eu devo saber? 

O conjunto de exames da urinálise fornece uma avaliação geral de alguns distúrbios. São necessários outros exames para detalhar o diagnóstico. 

A hora é um fator importante na colheita de urina? 

Como a urinálise é um exame geral de triagem, a hora da coleta não é importante, embora a primeira urina da manhã seja preferida porque é mais concentrada. Em alguns casos, o médico pode pedir a coleta em uma hora específica. Por exemplo, para a pesquisa de glicose na urina após uma refeição. 

A urinálise pode ser feita em casa? 

O exame microscópico exige equipamento e habilidades especiais. O exame visual pode ser feito pela própria pessoa. O químico é realizado com tiras reagentes adquiridas em farmácias e usadas de acordo com as instruções fornecidas.

Sumário de Urina, Urinálise, EAS.



Por que fazer este exame?

Para pesquisar distúrbios renais, metabólicos e infecções urinárias

Quando fazer este exame?

Como um exame de rotina ou quando há sintomas de infecção urinária; como parte da avaliação na gravidez ou no pré-operatório.



Amostra:

Cerca de 20 mililitros de urina. A primeira amostra da manhã é mais útil.

É necessária alguma preparação?

Nenhuma.

Na amostra

O que está sendo pesquisado?

A urinálise é um grupo de exames químicos e microscópicos. Detecta produtos normais e anormais do metabolismo, células, fragmentos de células e bactérias na urina. Os rins filtram o sangue, eliminando na urina restos metabólicos desnecessários, como ureia e creatinina, e conservando substâncias necessárias e reaproveitáveis, como proteínas e glicose. Alterações da composição da urina podem indicar problemas metabólicos ou problemas renais.

Muitos distúrbios afetam a composição da urina, principalmente aumentando a quantidade de substâncias, como proteínas, glicose ou bilirrubina, e células, como leucócitos e hemácias. Concentrações aumentadas de componentes que não são encontrados normalmente em quantidade significativa na urina podem ocorrer porque:
A quantidade no sangue está aumentada, e os rins estão eliminando o excesso.
A função renal está comprometida por uma doença.
Há uma infecção urinária, no caso de bactérias e leucócitos em excesso na urina.

A urinálise inclui três fases:

Exame visual, que avalia a cor e a transparência da urina;
Exame químico, que avalia 10 componentes da urina que podem estar alterados;
Exame microscópico, que identifica e determina a quantidade e o tipo de células, bactérias, cristais e outros componentes que podem ocorrer na urina.

As duas primeiras fases podem ser feitas no consultório médico. A terceira é feita no laboratório.

Como a amostra é obtida para o exame?

A amostra de urina para urinálise pode ser colhida em qualquer momento. A primeira amostra de urina da manhã é considerada melhor porque a urina está mais concentrada e tem maior probabilidade de mostrar anormalidades.

É importante lavar a genitália antes de colher a urina porque esta pode ser contaminada por bactérias e por células da pele que circunda a uretra, e interferir nos resultados. Mulheres devem afastar os lábios da vulva e limpar a saída da uretra com movimentos da frente para trás, evitando a contaminação da urina com materiais e células da pele ou da vagina. Homens devem limpar a ponta do pênis. Quando iniciar a micção, deve ser desprezado um pouco de urina para dentro do vaso sanitário. O jato seguinte deve ser usado para encher o frasco de coleta. Feito isso, continuar a micção no vaso até ela terminar. Esse tipo de coleta é chamado urina de coleta de “jato médio”.

A urina colhida deve ser examinada logo. Se for necessária uma hora ou mais para o transporte até o laboratório, a amostra deve ser refrigerada ou adicionado um conservante.

É necessário algum preparo para garantir a qualidade da amostra?

Nenhuma preparação é necessária, mas as instruções de colheita devem ser obedecidas como descrito acima.

Como o exame é usado?

A urinálise é usada como um recurso de triagem ou de diagnóstico porque detecta anormalidades de substâncias e de células associadas a distúrbios renais ou metabólicos e infecções urinárias. Pode ser pedida também em intervalos, para acompanhar a evolução de um problema antes e após o tratamento.

Quando o exame é pedido?

A urinálise pode ser pedida como um exame de rotina antes de uma internação, de uma cirurgia ou durante a gravidez. É pedida sempre quando há sinais e sintomas de infecção urinária ou de doença renal. Alguns desses sinais:
Dor abdominal.
Dor nas costas.
Micção frequente ou dolorosa.
Sangue na urina.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Sobre o Sumário de Urina

Basicamente a urina é composta por uréia e outras substâncias químicas inorgânicas (cloreto, sódio e potássio) e Orgânicas (creatinina e ácido úrico) diluídas em água.


Sempre colher a urina em recipiente limpo e seco, sendo para realizar urocultura (cultura de urina) coletar em frasco estéril.

Colocar uma etiqueta no frasco (não na tampa) com o nome do paciente, data e hora da coleta.

Levar ao laboratório o mais rápido possível, e não congelar a amostra.



Como coletar a urina:

Mulheres: De preferência no vaso sanitário, sentar com as pernas afastadas, fazer assepsia da vagina (lavar com água e sabão, enxaguar bem e secar) destampar o frasco estéril. Com uma das mãos afastar os grandes lábios e com a outra segurar o frasco já destampado. Desprezar o primeiro jato (primeira porção da urina que sai). Colher a porção média no frasco estéril, urinando em jato para que a urina não escorra na região genital. Desprezar o restante da micção. Tampar o frasco imediatamente. Salvo casos graves evitar coletar em período menstrual.